quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O dia mais feliz da minha vida!!!

Hoje foi o dia mais feliz da minha vida, nasceu a Beatriz, minha filha.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Fronteiras



Algo que eu lí em algum lugar alguns anos atrás, achei interessante e anotei numa agenda.
Não sei quem é o autor, mas a frase é explêndida!

"O que faz com que pessoas queiram viver, morrer e sofrer por uma bizarra e arbitrária identidade traçada por uma linha invisível que chamamos de fronteira?"

domingo, 31 de outubro de 2010

A nota de 20



Hoje durante uma arrumação radical no meu atelier, achei, toda dobrada, uma nota de 20 reais atrás de alguns livros. Ela já devia estar lá há muito tempo, pois há muito tempo não mexia nesses livros, foi uma grata surpresa pra mim, era como seu a tivesse achado na rua, mesmo sabendo que a nota já era minha. É engraçado como o dinheiro exerce esse tipo de atração na gente, a mesma nota que poderia ser motivo de angústia, se por exemplo eu tivesse que pagar uma conta de 50 reais e só tivesse esses 20, também é motivo de alegria, mais até se eu tivesse uma nota de 100 na carteira, pois essa eu saberia da sua existência.
E agora, o que fazer com ela? Não é uma nota como as outras, ela agora tem, até que se passe adiante, uma aura especial, não é mais como outras tantas que existem por aí iguais a ela, essa não, essa tem um valor a mais do que os números estampados nela.
Muita gente a gastaria jogando na Mega Sena, pois acreditam que se teve a sorte de encontra-la, essa sorte irá continuar com ela. Outros comprariam alguma coisa pra si, um livro talvez, ou um CD, ou iriam assistir um filme no cinema, fariam alguma coisa que pudesse lembrar depois.
Eu pensei em muitas coisas, comprar um livro, um CD, ir ao cinema, comprar uma garrafa de vinho e tomar com os amigos, mas ainda não consegui me decidir. Jogar na Mega Sena eu não vou, porque não gosto de jogar, e quase que certamente eu acabaria muito frustrado ao conferir o resultado.
Enfim, ainda estou pensando no que fazer com essa especialíssima nota de 20!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

sábado, 17 de julho de 2010

Organicidade


O projeto Organicidade surgiu da minha vontade, já há algum tempo, de fazer um trabalho que pudesse ser usado em várias configurações, que tivesse a característica de se adaptar às mais diversas propostas e suportes.
Um tempo atrás me lembrei de uma antiga série de trabalhos sobre papel que eu tinha feito em 2003. Essa foi a primeira série onde eu usei o vermelho e o preto nos trabalhos, antes eu tinha pintado uns dois ou três quadros, mas a primeira vez em que essas duas cores apareceram de forma mais coesa e sólida, realmente como uma proposta séria de trabalho, foi nessa série.


Os trabalhos dessa série, por serem bastante gráficos, tinham as características que eu procurava, de terem a capacidade de se configurarem, e reconfigurarem, nas mais diversas formas, como se fossem células e serviram como base pro trabalho atual, onde eu busco a construção de formas orgânicas usando para isso figuras sólidas, quase geométricas.
O primeiro trabalho dessa nova série foi o mural que eu pintei em Valinhos, uma imensa espécie de ser orgânico que se espalha por mais de 30 metros do muro.

Os próximos passos serão uma série de novos desdobramentos para essas formas, além de projetos pra novos murais, quero que essas formas se agreguem à outros suportes, muitos deles não usuais em artes plásticas, não para aqueles que acreditam que arte é só óleo sobre tela e bronze, eu acredito exatamente no contrário, acredito na arte fazendo parte da vida das pessoas, não em objetos santificados, intocáveis, inalcançáveis, acredito na arte como substância imaterial, cultural, humanística, não em objetos inanimados.

É só acompanhar o que vem por aí!

domingo, 11 de julho de 2010

Novas idéias, novo blog.

Ultimamente ando repensando muitas coisas sobre a minha vida, trabalho, carreira. Nunca me arrependi dos caminhos que decidi trilhar, pelo contrário, tenho certeza que os trilharia novamente, o problema é que sinto que por mais certo que o caminho que escolhi pudesse ser, eu acabei caindo em certas armadilhas que de uma forma ou de outra acabaram burocratizando certas coisas.

Gostaria de alguma forma tornar as coisas mais leves, mais divertidas, mais humanas. Ando meio cansado de certas coisas, de lutar pela cultura em geral, de levantar bandeiras, de querer mudar coisas que os próprios beneficiados não se importam muito. Estou querendo olhar mais pro meu trabalho, dedicar mais tempo à ele, materializar certos sonhos, certas idéias e acho que atuando no micro, um efeito colateral positivo poderá ser sentido no macro, e se não for, no problem, pelo menos eu fiz a minha parte.

Hoje eu recebi um e-mail de uma jovem chinesa de Honk Kong dizendo que meu projeto World Body Project "não é meramente um projeto de arte, mas é também um projeto sobre a humanidade". Esse é o tipo de coisa que emociona, que nos faz pensar, relevando todas as dificuldades que um trabalho desse tipo trás, pensar que vale muito a pena lutar por aquilo em que acreditamos, e que nada é impossível.

Espero que esse blog se torne algo mais útil, relevante e divertido daqui pra frente, e que todos possam conhecer mais sobre um artista meio maluco chamado Genivaldo Amorim.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Arte Pública





Valinhos acaba de ganhar duas novas obras públicas, dois imensos murais com 102m² cada, meu e do artista plástico Alexandre Filiage no muro do Parque Municipal de Feiras e Exposições Monsenhor Bruno Nardini, na Avenida dos Esportes, região central de Valinhos. As duas obras, "Organicidade" (Genivaldo Amorim) e "Sem Palavras" (Alexandre Filiage) foram realizadas por mim e por ele com o objetivo de promover, de uma forma mais direta, o acesso da população da cidade ao que estamos produzindo no momento em nossos ateliês. Muitas vezes o trabalho produzido acaba indo diretamente pra exposições em outras cidades e até mesmo em outros países (como é o caso dos trabalhos que estamos desenvolvendo pra uma exposição numa galeria na Alemanha que acontecerá em dezembro), sem serem mostrados na cidade.

Não poderíamos deixar de agradecer imensamente o grande apoio que recebemos da Secretaria de Cultura de Valinhos, especialmente da Diretor do Departamento de Promoções Culturais Alessandra Buffa. Este espaço já foi muitas vezes usado por como um espaço para críticas em assuntos relacionados à atuação da Secretaria de Cultura, nunca críticas de cunho pessoal, mas sempre com a intenção de procurar melhorar a vida cultural na nossa cidade. É muito bom também poder usar esse espaço para elogiar o trabalho deles.

Genivaldo Amorim

Mais informações e imagens podem ser obtidas nos sites:
Genivaldo Amorim
www.genivaldoamorim.com

Alexandre Filiage
www.filiage.art.br

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Adeus 2009



31 de dezembro, último dia de 2009, como sempre fazemos todos os anos, é hora de olhar pra trás e ver como foi o ano. Sempre dizemos que fazemos isso pra fazer um balanço, ver onde erramos e onde acertamos, pra que no próximo ano não cometamos os mesmos erros desse ano. E as nossas metas do último 1º de janeiro? Quantas atingimos? Quantas simplesmente esquecemos? Agora estamos ocupados em traçar nos metas. Por que simplesmente não começamos renovando as que não alcançamos e a elas juntamos as novas?
Peguei o hábito de trabalhar com listas de coisas que eu tenho que fazer, virou um hábito. Nelas coloco coisas importantes, como a casa que eu preciso comprar, trocar o carro, viajar pro outro lado do mundo, meus projetos de arte, e também as coisas do dia a dia, coisas que eu preciso fazer, algumas bem simples, como pegar ler um livro, aliás, falando em livro, depois de quase um ano numa das minhas listas, finalmente consegui um tempinho pra ler “Cem anos de Solidão”, do Gabriel Garcia Márquez, ou enviar um e-mail pra um amigo. Gostos dessas listinhas, elas não me deixam esquecer das coisas que eu tenho que fazer, dos meus êxitos, e também dos meus fracassos. Com o tempo você começa a sentir prazer em riscar nelas os itens que já foram cumpridos, aliás, o prazer é a chave de tudo, aprendi que sentir prazer nas coisas que fazemos é a chave do sucesso, as pessoas só são realmente bem sucedidas se sentirem prazer no que fazem.
2009 foi um ano bom, fiz muitas coisas, mas olhando pro meu quadro de projetos, vejo que cometi alguns erros graves, como negligenciar coisas importantes, como alguns projetos meus, espero não cometer esse mesmo erro em 2010. Vejo que fiz muitas coisas, mas certas coisas deveriam ter andado mais e isso acendeu uma luzinha amarela, o tempo é implacável e não costuma perdoar quem deixar pra fazer amanhã o que deve ser feito hoje.

Em 2010 preciso trabalhar mais, viajar mais, curtir mais as pessoas que eu amo, ouvir mais boas músicas, ver bons filmes, ler mais bons livros, ver mais o pôr do sol, dizer mais "Eu te amo", ouvir o silêncio mais vezes, ser mais grato por ter mais um dia de vida, acreditar mais, saborear um copo d'água como se fosse um champagne francês, gastar mais meu tempo com inteligência, acreditar mais que o amanhã será melhor, e que o depois de amanhã será melhor ainda, deitar num gramado e ficar imaginando bichinhos nas nuvens, andar descalço na praia pensando no quanto é bom estar vivo, sorrir pra um desconhecido, dizer mais "muito obrigado", sonhar mais, sem menos mal humorado, menos impaciente, curtir cada segundo em que tenho a oportunidade de viver nesse pedacinho minúsculo do universo, mas maravilhoso, que chamamos de terra, ser mais feliz.

Sucesso a todos em 2010, lembrando sempre que sucesso só vem com muito trabalho e dedicação.

Genivaldo Amorim

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CMC - Valinhos - Eleições



Recebi o seguinte e-mail essa semana:

Prezados senhores da comissão eleitoral do Conselho de Cultura:

Em primeiro lugar quero expressar meu descontentamento com relação à forma como está sendo conduzida a eleição para o Conselho de Cultura. Não entendo porque demoraram tanto. Há quanto tempo estão enrolando com essa história? O Conselho já podia estar funcionando há muito tempo. Acho que se as pessoas não tem competência para fazer que não se intrometam.
Se não tivesse visto publicado no Boletim Municipal, juro que não acreditaria numa arbritariedade dessas!
Antes que eu vá ao Ministério Público ou a algum outro órgão gostaria de ouvir as explicações de vocês. Por exemplo, com relação ao parágrafo 4º do 1º Artigo: Em que lugar da Lei está escrito que tem que ser artista para participar do Conselho? Pelo que me consta diz segmento artístico e não artista. Outra coisa: é um absurdo solicitar curriculo e comprovação de cinco anos de atuação. Só faltou pedir foto também, pra saber se é bonito ou feio. Que coisa ridícula! E querem afastar também os estudantes. No artigo 5º proíbe a participação de alunos e aprendizes. Será que não se tocaram? Como estudante de arquitetura e produtora cultural me senti extremamante ofendida com essa postura! Se quiserem formar um conselho só com vocês e prá vocês procurem outra maneira porque não vai ser desse jeito. Tem que ter coerência e não fazer esse papel ridículo e com cartas marcadas.
Aguardo uma resposta para saber se isso será mantido ou revisto para o bem da moralidade.
Lucimar Perez.


Esse e-mail foi enviado para os membros da comissão eleitoral do Conselho Municipal de Cultura de Valinhos, do qual faço parte, por essa senhora, que não tenho certeza se conheço. Trata se de uma mensagem desinformada e ofensiva, que de forma alguma posso aceitar. Não ficamos enrolando todo esse tempo como ela nos acusa injustamente, pois tal demora se deveu a problemas na Câmara Municipal, que deveria votar as alterações na composição do conselho, e sem tais alterações não poderíamos fazer nada, portanto é leviana tal acusação.

Não aceito também, de forma alguma ser chamado de ridículo e de participar de uma falcatrua em beneficio próprio. Eu sempre fui um membro ativo nesse conselho, sempre trabalhei para que ele desse certo, contribuí de todas as formas, inclusive criando o logo do conselho. Muitas e muitas vezes deixei os meus afazeres para comparecer às reuniões, mesmo sabendo que não havia muito interesse da classe artística com as atividades do conselho. Há mais de uma década que eu trabalho pela cultura dessa cidade, a grande maioria das boas coisas que aconteceram nas artes plásticas em Valinhos teve a minha colaboração e participação, sem nunca ganhar um centavo sequer pelo meu trabalho, pois a minha intenção foi sempre de colaborar para que Valinhos se tornasse uma cidade de destaque no campo cultural. Não aceito de forma alguma que seja quem for, me acuse de participar de tramóias para me eleger no conselho ou de querer tirar vantagem de alguma coisa que eu participe. Minha profissão é artista plástico, vivo de arte e isso por si só já seria motivo pra me respeitarem, pois dá pra contar nos dedos as pessoas que conseguem isso no Brasil. Isso se consegue com seriedade, competência, talento e muito trabalho. Tenho uma reputação e um nome a zelar, não sou um Zé ninguém, procure saber quem eu sou, o que eu já fiz e que continuo fazendo antes de emitir qualquer opinião sobre mim.

Todas as mudanças que foram feitas no processo eleitoral tinha exclusivamente a intenção de se construir um conselho forte, relevante, profissional, capaz de cumprir a sua função primordial, que é promover o desenvolvimento cultural da cidade. Não é nenhum absurdo pedir currículo de alguém, currículo serve exatamente pra isso, pra comprovar a trajetória e a competência de alguém. Não é nenhum absurdo querer que as coisas sejam niveladas por cima, e não na sarjeta como muitos acham que devem ser feitos.

Não vou me candidatar a nada na próxima eleição, pois se a senhora Lucimar faz tais críticas, é porque se acha mais competente do que eu, que pode fazer melhor, portanto, deixo o caminho livre para que possa entrar para o conselho e fazer melhor, e é bom fazer melhor mesmo, porque eu vou cobrar, e muito, tal atuação, embora eu tenha quase certeza que o Conselho Municipal de Cultura de Valinhos não vai sobreviver, pois tem muito mais gente pra criticar do que pra ajudar.


Genivaldo Amorim
Artista Plástico
http://www.centrodearte.com.br/genivaldoamorim.htm
http://www.worldbodyproject.com/curriculum.htm

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Mancha do Racismo



Eu nunca me interessei muito em defender as causas dos negros. Ser negro pra mim sempre foi muito normal, nunca me ajudou e também nunca me atrapalhou, enfim, tenho coisas mais importantes pra pensar, mas nessa semana eu topei com uma coisa que me deixou revoltado. Recebi o boletim informativo da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Valinhos (não que eu pertença a tal instituição, é que eles colocam nas caixas de correio de todos) o boletim informativo chamado “O Aposentado”, edição de setembro de 2009. Normalmente eu não teria dado muita importância ao tal periódico, mas alguma coisa me chamou atenção, um trecho riscado à mão, fui ler do que se tratava e o que vi me deixou indignado. Era uma coluna de piadas do jornal e no trecho pintado está escrito:

“O cúmulo da escuridão: Um preto sentado num monte de carvão, a cantar black is black, vendendo azeitonas pretas no mercado negro, numa noite escura”.

Sabe, eu não ligaria se a tal piada fosse dita numa roda de amigos, durante um churrasco, é normal, fazemos piadas de português, de gay, de judeu, com os negros não seria diferente, mas ver tal coisa publicada em uma publicação, com dois jornalistas responsáveis é imperdoável. Mais revoltante ainda é ver a tentativa ridícula de consertarem o erro, ou seja, prova que sabiam que tal coisa não poderia ser publicada e mesmo assim decidiram publicar, apenas dando uma rasurada mal feita, achando que seria o suficiente, que as pessoas não conseguiriam ler, não pensaram que esse tipo de tiro sempre sai pela culatra, pois uma coisa que talvez não despertasse muita atenção, tem um resultado exatamente ao contrário, pois todos vão querer saber o que estava escrito lá. A coisa certa a fazer seria destruir todos os exemplares impressos e imprimir uma nova edição, mas não, acharam que tal solução daria mais prejuízo do que dar uma disfarçada, e se alguém mão gostasse seria só colocar um pedido de desculpas num canto qualquer na próxima edição, ou seja, é muito mais barato ofender as pessoas do que assumir os erros.
Espero que as autoridades da cidade tenham o bom senso de punir exemplarmente esse ato absurdo, para evitar que tal coisa venha a se repetir no futuro.

Genivaldo Amorim
Artista Plástico